segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Há alguns anos eu plantei uma roseira em meu jardim, e esta por muito tempo me trouxe alegria e esperança com suas lindas rosas. Todos os dias eu a regava e cuidava com todo carinho por longas horas, de tempos em tempos ela precisava ser aparada para que aqueles galhos velhos que a deixavam com aspecto rude e amargurado fossem retirados.
  No decorrer do ano a roseira alternava entre belas floradas com botões cheios de vida e as rosas com pétalas aveludadas, e outras apesar de todos meus cuidados e carinhos, não vingava e suas folhas caiam e os botões murchavam feito ódio no coração da gente, deixando meu jardim triste e feio.   Nos últimos meses esta não mais florescia, o que ali havia de belo não mais existia, mas todos os dias eu teimava em cuidar e tentar sanar a apatia da roseira que em troca só me feria, com aqueles espinhos pontiagudos, que insistiam em perfurar quem ali se aproximasse. Ontem decidi que após semanas sem nenhum sinal de vida irei tira-la do jardim, para que possa dar lugar a algo que saiba encantar os olhos de quem ali passa e que não machuque a quem queira tão bem. 

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